(In Corde loquitur nostro Vox Dei)
Rodolfo Domenico Pizzinga
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Morte que não Mata. Morte morta.
Lapis. Rubedo1. Atanor. Retorta.
A-del-rei. Ágnus-dei. Eis a Lei:
Vento que dói. Vento que corta.
Vida sem Vida. Folha-morta.
Sábio. Parvo. Agnóstico. Frei. Eis a Lei:
Vida que Vive. Anteporta.
Chave recôndita. Ima Porta.
Pobre. Rico. Suserano. Rei. Eis a Lei:

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Nota:
1. A Obra (Opus) está subdividida em três momentos ou processos: Nigredo, Albedo e Rubedo. A Opus Alquímica é assim referida por Carl Gustav Jung (1875 - 1961): A Alquimia representa a projeção de um drama ao mesmo tempo cósmico e espiritual, em termos de laboratório. A 'Opus Magnum' tinha duas finalidades: o resgate da alma e a salvação do cosmos... Esse trabalho é difícil e repleto de obstáculos; a Opus Alquímica é perigosa. Logo no começo, encontramos o 'dragão', o espírito ctônico*, o 'diabo' ou, como os Alquimistas o chamavam, o 'negrume' – o Nigredo – e esse encontro produz sofrimento... Na linguagem dos Alquimistas, a matéria sofre até o Nigredo desaparecer, quando a Aurora será anunciada pela cauda do pavão ('cauda pavonis'); então, um novo dia nascerá, a 'Leukosis' ou o Albedo. Mas, neste estado de 'brancura', não se vive na verdadeira acepção da palavra; é uma espécie de estado ideal, abstrato. Para insuflar-lhe Vida, deve haver 'Sangue', deve haver aquilo a que os Alquimistas denominam o Rubedo, a 'Vermelhidão' da Vida. Só a experiência total da Vida pode transformar esse estado ideal de Albedo em um modo de existência plenamente humano. Só o Sangue pode reanimar o glorioso estado de consciência em que o derradeiro vestígio de negrume é dissolvido, em que o diabo deixa de ter existência autônoma e se junta à profunda unidade da psique. Então, a Opus Magnum está concluída: a alma humana está completamente integrada. [É alcançada, então, uma Unidade relativa. Reveja a animação em flash que abre este texto.]
* Em mitologia, e particularmente na grega, o termo ctônico (do grego khthonios, 'relativo à Terra', 'terreno') designa ou se refere aos deuses ou espíritos do mundo subterrâneo, por oposição às divindades olímpicas.
Observação:
In Corde loquitur nostro Vox Dei (loquitur se pronuncia lóquitur, com acento tônico na primeira sílaba). A tradução é: Em nosso Coração fala a Voz de Deus. A tradução para o latim desta sentença foi feita por Gonçalo Neves do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e está disponibilizada para consulta no endereço:
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=20518
Primeira Página do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa:
http://ciberduvidas.sapo.pt/respostas.php
Páginas da Internet consultadas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ct%C3%B3nico
http://www.herreros.com.ar/melanco/amui.htm
http://www.kennethwinfrey.com/art.htm
Canto Gregoriano (Saint Benedict's Monks, Brazil):
Tantum Ergo (Santo Tomás de Aquino)
Fonte:
http://www.christusrex.org/
www2/cantgreg/cantos_selec.html
Tantum ergo sacramentum,
Veneremur cernui.
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui:
Præstet fides supplementum
Sensuum defectui.
Genitori, genitoque,Laus et jubilatio.
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio.
AMeN.
Explicação:
Em termos cabalísticos, teosóficos, arqueométricos e místicos, AMeN equivale a 91 [(A = 1) (M = 40) + (N = 50)] e é igual à soma de YHVH e ADoNaY, que equivalem, respectivamente, a 26 [(Y = 10) + (H = 5) + (V = 6) + (H = 5)] e 65 [(A = 1) + (D = 4) + (N = 50) + (Y = 10)]. YHVH e ADoNaY implicam esotericamente na existência assexual e potencial do Deus de cada Coração no interior de cada indivíduo. (91 —› 9 + 1 —› 10 —› 1 + 0 —› UM). É importante ressaltar que o original de AMeN é AUM. Oh! Meu Deus que estás em mim! AUM MANI ... PADME HUM! Eu e o Pai (Mãe) somos Um.
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