E A NOITE CHEGOU

 

 

 

 

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

 

 

 

Quando observamos uma coisa e fazemos um julgamento, estamos separados e nos separando cada vez mais da coisa observada. [In: Liberte-se do Passado (Freedom From the Known), de autoria de Jiddu Krishnamurti.]

 

 

Religioso Preconceituoso

 

 

 

 

 

 

Telly Kojak Savalas

Telly Kojak Savalas

 

 

 

Stan Magro Laurel & Oliver Gordo Hardy

Stan Magro Laurel & Oliver Gordo Hardy

 

 

 

Propaganda Nazi

Propaganda Nazi

 

 

 

Islamofobia

Islamofobia

 

 

 

Não ao Preconceito

 

 

 

 

 

 

Diga Não à Discriminação

 

 

 

 

 

 

Crueldade

 

 

Na verdade, o observador não difere das imagens que ele cria, pois, está sempre a acrescentar ou a subtrair alguma coisa do que ele próprio é. O observador é uma coisa viva, em todas as horas, ocupada em pesar, comparar, julgar, modificar, absolver e condenar, em virtude de pressões derivadas do exterior e do interior. O observador – meio vivo, meio morto – vive no campo da consciência, que são seus conhecimentos, suas influências e suas avaliações inumeráveis, todas essas coisas originadas em um passado esquecido, mas, repleto de memórias, experiências, acidentes, influências, tradições, censuras, preconceitos, distorções, equívocos, coisismos e múltiplas variedades de sofrimento. Enfim, o observador está sempre a traduzir o novo em termos do velho e, por conseguinte, vive em um conflito permanente. [Ibidem.]

 

 

 

Conflito

 

 

 

— Nunca tolerei os LGBTQIAP+.

Nunca gostei das edelvais.

Sempre embirrei com mexicano,

e, pior ainda, com muçulmano.

 

— Os gaguinhos eu enxotava.

Os roufenhos eu imitava.

Em menino de rua eu batia.

Em 'mindingo' eu cuspia.

 

— Era a favor da ditadura,

da tortura e da linha-dura.

Se falassem em Democracia,

eu tinha crise de alopecia.

 

— O dr. Tibiriçá apoiei.

O gal. Pinochet aprovei.

Dei na fuça de petista

e sempre odiei comunista.

 

— Maltratava os animais.

Desertificava os vegetais.

Acoimava os sem-ventura.

Tinha horror de padre-cura.

 

 

 

 

— Fui mau, intolerante

e de galocha delirante.

Só me importava comigo

e com o meu sedutor umbigo.

 

— E assim, eu fui remando,

com meu ego comandando.

Separado e tresloucado,

só nadando o mesmo nado.

 

 

Ampulheta

 

 

— Um dia, a Noite chegou...

E a azeda me chamou...

E sofri pra cacete...

Mas, não tirei o barrete!

 

— E doída, a dor doeu...

E a  Rosa Negra  fedeu...

E, meio vivo, meio morto,

fiquei cada vez mais torto!

 

— E assim, eu claudiquei

pela escuridade do não sei.

E me desmilingüi ignorante,

mas, me achando triunfante!

 

— Pensei que iria pro céu,

mas, pintou um lugar griséu.

Todavia, nem por um instante,

eu deixei de ser aberrante!

 

— E, como outros dissonantes,

continuei ligado no antes.

E muitíssimos chegaram...

E milênios se passaram...

 

— E o cão-guia só farejando!

E gente e mais gente chegando!

Tudo por causa da inscícia!

Oh! Meu Deus! Quanta malícia!

 

— Oh! Deus meu! Perdão

por tanta inadequação.

Oh! Deus meu! Desculpa.

Mea culpa! Mea maxima culpa!

 

— Ideo precor, Sancte Thaddæe.

Ideo precor, Sancte Bartholomæe.

Ideo precor, Sancte Augustine.

Ideo precor, Sancte Martine.

 

— Agnus Dei, qui tollis peccata,

parce nobis, parce nobis, Domine.

Agnus Dei, qui tollis peccata,

exaudi nos, exaudi nos, Domine.

 

— Agnus Dei, qui tollis peccata,

miserere nobis, miserere nobis.

Agnus Dei, qui tollis peccata,

ora pro nobi, ora pro nobis.

 

— Mas, eu acabei entendendo

que pedinchar é despiciendo.

Então, tratei de transmutar,

e de, consciente, mudançar.

 

— Primeiro, corrigi a arrogância.

Depois, consertei a claudicância.

Em seguida, foi a ofensividade.

E, finalmente, a separatvidade.

 

— E me libertei de mim mesmo,

e parei de viver a esmo.

Hoje, eu ajudo todo mundo,

seja nobre, seja vira-mundo.

 

 

 

No Plano Astral, parece que o tempo não passa!

 

 

 

Música de fundo:

The Man That Got Away (Ocasionalmente, esta canção foi cantada como The Gal That Got Away por cantores como Frank Sinatra e Bobby Darin)
Composição: Harold Arlen (música) & Ira Gershwin (letra)
Interpretação: Frank Sinatra

Fonte:

http://www.tut-audio.ru/mp3-album-frank-sinatra
-greatest-hits-vol-2-download-5748478.html

 

Páginas da Internet consultadas:

https://www.alamy.com/

http://kleinpaisagismo.com.br/

http://bestanimations.com/

https://dribbble.com/

https://www.youtube.com/watch?v=Gy6mHEaKAq4

https://www.dreamstime.com/

https://em-defesa-do-benfica.blogspot.com/

https://rebelwalls.com/

https://www.huffingtonpost.com.au/

http://flores.culturamix.com/

https://dribbble.com/

https://www.todamateria.com.br/preconceito/

http://identidademandacaru.blogspot.com/

https://www.ijep.com.br/

https://www.youtube.com/watch?v=jlaxO_1SBG0

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https://giphy.com/explore/telly-savalas

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-lipiner/yud/conflict-management-resolution

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