MAGNIFICA HUMANITAS
(Magnífica Humanidade)
Parte I

 

 

Não podemos negar ou minimizar o atraso com que a Igreja
e a sociedade condenaram o flagelo da escravatura. Trata-se
de uma ferida na memória cristã, e, em nome da Igreja, peço
sinceramente perdão.
[In: Magnifica Humanitas, Papa Leão XIV.]

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

 

 

Introdução e Objetivo do Estudo

 

 

Inteligência artificial (abreviado IA) genericamente é a inteligência, o raciocínio e o aprendizado exibidos por máquinas semelhante ao raciocínio humano. A IA busca desenvolver máquinas autônomas ou sistemas especializados capazes de simular o pensamento humano e realizar várias tarefas complexas de forma independente. É o sistema que permite aos computadores executar funções avançadas, como a capacidade de analisar dados em grande escala e fazer previsões/recomendações. É um campo de pesquisa em ciência da computação que desenvolve e estuda métodos e softwares que permitem que as máquinas percebam seu ambiente e usem o aprendizado e a inteligência para tomar ações que maximizem suas chances de atingir objetivos definidos preestabelecidos.

Um ano após assumir o comando da Igreja Católica, o Papa Leão XIV divulgou na manhã da última segunda-feira (25 de maio de 2026) o documento Magnifica Humanitas — Magnífica Humanidade, na tradução do latim para o português — a primeira encíclica do seu pontificado. O texto é sobre como salvaguardar a pessoa humana na era da inteligência artificial. Nesta sua primeira encíclica, o Papa Leão XIV aborda a inteligência artificial como o novo centro de gravidade ética e social da Humanidade, atuando como um contraponto à antiga encíclica Rerum Novarum, (em português, Das Coisas Novas), escrita pelo Papa Leão XIII, em 15 de maio de 1891, que tratou da Revolução Industrial, e que, se constitui de um marco na evolução do Magistério Social. O documento coloca no centro da sua reflexão a dignidade do trabalho e do trabalhador, afirma o direito a um salário justo para ele e sua família, reconhece nas pessoas um valor essencial e prioritário, em relação ao capital e ao lucro, defende a propriedade privada, com a sua imprescindível função social, valoriza as associações de trabalhadores e, como alternativa à lógica da “luta de classes”, propõe formas de colaboração entre os diversos componentes da sociedade. Enfim, como comentou o jornalista Gerson Camarotti, em um recente programa do GloboNews Em Pauta, se a Rerum Novarum estabeleceu a Doutrina Social da Igreja (um corpus orgânico de ensinamentos sociais uma doutrina viva que, permanecendo fiel ao Evangelho, cresce no confronto com as “coisas novas” de cada época como a ela se referiu o Papa Leão XIV), agora, em 2026, a Magnifica Humanitas torna efetiva a Doutrina Digital da Igreja. Em um trecho do Documento, está escrito: Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos, salvaguardando com amor a nossa Magnífica Humanidade, que nos foi plenamente dada e manifestada em Cristo, e que jamais alguma máquina poderá substituir no seu esplendor. O verdadeiro progresso nascerá sempre de um Coração aberto ao outro, de uma inteligência disponível para ouvir, de uma vontade que procura mais o que une do que o que separa. [Eu diria: que procura apenas o que une e jamais o que separa.]

 

 

 

 

Este estudo é a primeira parte de uma coletânea de fragmentos selecionados desta Encíclica, eventualmente editados e comentados, que ofereço para reflexão de todos. Enfim, como advertiu o Papa Leão XIV, se nos limitarmos às contingências, corremos o risco de deixar que uma série de emergências decida, em nosso lugar, a direção do caminho. Estamos a viver uma rápida fase de transição, uma “mudança de época”, em que, enquanto alguns disputam o futuro das novas tecnologias e outros se dedicam à reflexão sobre elas, a maioria das pessoas permanece a aguardar, observando de longe, simplesmente esperando que tudo corra bem. Exatamente por isto, se impõem à nossa consciência questões decisivas, que não podem já ser evitadas. Para onde estamos indo? Para que meta desejamos nos orientar? Que direção devemos escolher, enquanto comunidade humana e enquanto povos?

 

 

Fragmentos da Encíclica Magnifica Humanitas

 

 

 

(No Único Somos Um)

 

 

 

 

Cada geração tem a tarefa de fazer com que a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada. [O que for diferente disto será barbárie.]

A técnica não deve ser considerada, em si mesma, como uma força antagônica em relação à pessoa. Pelo contrário, está enraizada na nossa história, desde o início, na medida em que é um dado profundamente humano, ligado à autonomia e à liberdade do homem.

As descobertas científicas são um dom concedido à Humanidade, para que as façam frutificar. [Aqui, preciso discordar do Santo Padre, pois, penso que não existam dons concedidos, mas, sim, pelo esforço e pelo mérito, dons oportunamente conquistados. O Unimultiverso não dá de graça nada a ninguém. É por isto que a idéia de milagre, tão ao gosto dos religiosos, é absurda e inconsistente.]

A tecnologia pode curar, conectar, educar, cuidar da Casa Comum, mas, também, pode dividir, descartar e gerar novas injustiças. Na teoria, em si mesma, ela não é uma solução para os problemas da Humanidade, assim como não é, em si mesma, um mal; todavia, na prática, não é neutra, porque tem o rosto daqueles que a concebem, financiam, regulam e utilizam.

 

 

Evitemos a “síndrome de Babel”: a idolatria do lucro, que sacrifica os mais fracos; a uniformidade, que anula as diferenças; a pretensão de uma linguagem única mesmo digital dedicada a traduzir tudo em dados e desempenhos, inclusive o mistério da pessoa. Este é o risco da desumanização: construir o futuro excluindo Deus [o Deus de nossos Corações] e reduzindo o outro a um meio; uma tentação tão antiga e tão nova, que hoje assume também uma faceta técnica. Pelo contrário, escolhamos, sim, o “caminho de Neemias”, que destaca o valor do trabalho conjunto para garantir a segurança da Cidade de Deus aos exilados que regressavam. Reconstruir hoje significa reconhecer, na pluralidade de vozes e visões, que, por vezes, lembra a dispersão das línguas, a existência de uma possibilidade luminosa: a de edificar juntos, transformando a diversidade em um recurso e fazendo da escuta e do diálogo o terreno comum no qual crescem a justiça e a fraternidade.

Edificar no Bem [no Svmmvm Bonvm] significa aceitar os limites e a fragilidade da Humanidade – [de cada um, em particular, e de todos, coletivamente] – sem os considerar um erro a corrigir. Hoje, o desejo de plenitude do ser humano corre o risco de ser desviado para objetivos enganadores: a ilusão de uma técnica que promete nos libertar de toda fragilidade ou modelos de bem-estar que “deixam para trás” povos inteiros. Não raro, depositamos a esperança em um aperfeiçoamento sem limites, em formas de progresso que podem exacerbar as desigualdades, em soluções imediatas incapazes de curar as feridas dos povos. Então, enquanto alguns perseguem a quimera de uma autoafirmação ilimitada, muitos continuam sem o essencial. A verdadeira realização não nasce da supressão das fragilidades, mas, de um crescimento harmonioso, no qual a liberdade e a responsabilidade se entrelaçam [unimultiversal e quanticamente] com o cuidado recíproco e a verdadeira solidariedade, e no qual o progresso deve ser medido pela dignidade de cada um e pelo bem [unimultiversal] de todos povos. [Sem exceção.]

 

Entrelaçamento Cordial Unimultiversal Unimultifraternal Indissolvível
(Os erros dos outros são os nossos erros; os nossos erros são os erros dos outros.
Os acertos dos outros são os nossos acertos; os nossos acertos são os acertos dos outros.)

 

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a anexação do Tibete
e a submissão do povo tibetano?

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a destruição da Ucrânia
e a matança do povo ucraniano?

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a aniquilação de Israel
e a supressão do povo judeu?

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a destruição da Faixa de Gaza
e a matança do povo palestino gazense?

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a destruição da República islâmica do Irã
e a matança do povo iraniano?

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a destruição da República do Líbano
e a matança do povo libanês?

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que a quartelada, no Brasil,
e o plano para matar o

Se isto é uma Lei Unimultiversal,
por que as insânias desfraternas

de  ?

 

Nenhuma mão, sozinha, é suficiente para agüentar o peso dos desafios que assolam o mundo, e nenhuma mão é tão fraca que não possa dar o seu contributo: A força se manifesta na fraqueza. (2 Cor: XII, 9).

A lógica da subsidiariedade valoriza a cooperação entre gerações, povos, disciplinas e culturas como caminho principal para fazer crescer a estabilidade, a prosperidade e a Paz [Profunda e Inverencial]. As tensões e as diferenças não devem intimidar, pois, quando orientadas por uma responsabilidade comum, poderão se tornar [e, certamente, se tornarão] forças criativas [inquebrantáveis. É por isto que, juntos, estamos peregrinando neste mânvântâra, nesta 4ª Ronda, nesta 5ª Raça-raiz.]

 

 

A criação [a existência, a manifestação da vida] traz impressa uma bondade originária que o olhar humano deve guardar, cultivar e fazer amadurecer.

A Verdade não deve ser imposta. [Nada, absolutamente nada, deve ser imposto. Toda e qualquer imposição (obrigação de aceitar) é autoritária, absurda e inconseqüente. Ninguém pode levantar a bandeira da posse da verdade.]

 

 

A Verdade não teme a diversidade. [Esta sentença é incontestável, por uma única razão: a Verdade (ainda que sempre só possa ser percebida por nós de forma relativa) é atemporal, eterna e imutável; a diversidade é temporânea, transiente e mutável. Uma boa maneira de representar simbolicamente Verdade (única e em simultâneo multifacetada) é a figura de um dodecaedro.]

 

Dodecaedro

 

O núcleo estável das verdades reveladas sobre a pessoa e a convivência humana se entrelaça com uma capacidade sempre renovada de ouvir as situações históricas e de se deixar interrogar pelas perguntas que emergem do presente. [Francamente, não creio em verdades reveladas; admito, sim, em verdades relativas (permanentemente atualizáveis) compreendidas. Por outro lado, o presente é o . Tempo Medido = Miragem + Ilusão]

Como poderá haver autêntica evangelização, se esta não tocar também as estruturas da convivência humana?

As três intuições principais do ensinamento social de Pio XI [na verdade, imutáveis e insubstituíveis] são: 1ª) a consciência de que as injustiças não dizem respeito apenas aos comportamentos individuais, mas, também, às estruturas econômicas e institucionais; 2ª) o valor do princípio de subsidiariedade, que convida a reforçar o tecido associativo e comunitário, evitando novas concentrações de poder; e 3ª) a ligação entre dignidade do trabalho, justa remuneração e possibilidade real das famílias terem uma vida humana decorosa.

Direito Natural: conjunto de princípios objetivos que precedem os interesses dos indivíduos e dos Estados e que devem regular a vida interna das nações e as suas relações mútuas.

 

Absurditas Absurditatum

 

 

Absurditas Absurditatum

 

 

Absurditas Absurditatum

 

 

Absurditas Absurditatum

 

As associações profissionais, as organizações de trabalhadores e os diversos organismos intermédios da vida econômica e social são formas organizadas da sociedade um bastião essencial para o equilíbrio civil e a tutela do bem comum. [Impedir ou apocopar o livre funcionamento destas organizações é uma afronta, um insulto e um ultraje à Liberdade.]

Só um Estado de Direito sólido [e efetivo] poderá prevenir abusos de poder. Só a Democracia é um instrumento capaz de promover o correto/concertado exercício das autoridades [constituídas].

 

Golpe de Estado Nunca Mais.
Punhal Verde e Amarelo Nunca Mais.
Conspirata Nunca Mais.
Ditadura Nunca Mais.
Anos de Nunca Mais.
Escuridão Nunca Mais.
Censura Nunca Mais.
Mordaça Nunca Mais.
Tortura Nunca Mais.
Vladimir Herzog Nunca Mais.
Rubens Beyrodt Paiva Nunca Mais.
Sumiço de Pessoas Nunca Mais.
Exílio de Pessoas Nunca Mais.
Atentado do Riocentro Nunca Mais.
Atentado ao Gasômetro Nunca Mais.
Nunca Mais.
Quartelada Nunca Mais.
Traição Nunca Mais.
Covardia Nunca Mais.
Indignidade Nunca Mais.
Mentirada Nunca Mais.
Canalhice Nunca Mais.
Manipulação Nunca Mais.
Antidemocracia Nunca Mais.
Anti-republicanismo Nunca Mais.
Retrocesso Nunca Mais.
31 de março de 1964 Nunca Mais.
Castelo Branco Nunca Mais.
Costa e Silva Nunca Mais.
Médici Nunca Mais.
Geisel Nunca Mais.
Figueiredo Nunca Mais.
8 de janeiro de 2023 Nunca Mais.
Antipatriotismo Nunca Mais.
Gabinete do Ódio Nunca Mais.
News Nunca Mais.
Bolsonarices Nunca Mais.
Braganettices Nunca Mais.
Garnierices Nunca Mais.
Helenices Nunca Mais.
Maria-vai-com-as-outras Nunca Mais.
Um Manda e o Outro Obedece Nunca Mais.
Filha-da-putice Despatriótica Nunca Mais.

 

 

Uma ordem internacional regulada segundo a vantagem dos mais fortes expõe os povos mais fracos à opressão, e mina, na sua base, a confiança entre as nações.

 

 

 

 

O desequilíbrio econômico entre os países é um dos fatores que alimentam os conflitos.

 

 

Três três orientações permanecem significativas para interpretar a dinâmica da globalização e promover uma ordem internacional mais justa e pacífica: 1ª) a exigência de que o Direito preceda o interesse; 2ª) a consciência de que as disparidades econômicas são terreno fértil para tensões e violências; e 3ª) o valor de um tecido associativo capaz de mediar as relações entre o indivíduo e o Estado.

O Estado deverá sempre coordenar e sustentar, sem sufocar, a liberdade e a responsabilidade dos indivíduos.

No plano internacional, a convivência fraterna deverá estar fundada na Verdade, na Justiça, no Amor e na Liberdade. [Não podemos esquecer jamais que a é a Mãe de todas as categorias.]

 

 

Para o nosso tempo, marcado por conflitos generalizados e por novas formas de interdependência global, continuam a ser particularmente significativos: o horizonte universal do seu apelo, a referência aos direitos humanos como gramática partilhada e a convicção de que a Paz Duradoura [Profunda e Inverencial] entre as pessoas e os povos requer instituições e relações inspiradas na dignidade de cada pessoa. [Portanto, dizer que os imigrantes somalis são lixo e que a República Federal da Somália fede é um absurdo desfraterno sem paralelo e sem precedentes.]

As estruturas econômicas e institucionais só são justas na medida em que servem o desenvolvimento integral da pessoa e favorecem a participação responsável de todos.

Ninguém deve ser obrigado a agir contra a consciência ou impedido de buscar e de professar a verdade, seja em privado, seja em público.

As sociedades devem ser pluralistas e pacíficas.

A Paz [Profunda e Inverencial] não se reduz à ausência de guerras, mas, deverá se concretizar no caminho do desenvolvimento humano integral [e digno]. Sem exclusões. [Mas, como poderá haver Paz Profunda e Inverencial se cresce o fosso entre países ricos e países pobres?]

 

 

 

 

Nenhuma pessoa e nenhum povo devem ser vistos como prescindíveis no processo de desenvolvimento. [No Unimultiverso, nada é prescindível. Tudo + Todos = Imprescindíveis.]

Um salário justo é uma prova concreta de eqüidade de um sistema socioeconômico concertado.

As várias formas de precariedade, de fragmentação dos percursos profissionais e de automatização não podem ser avaliadas apenas em termos de eficiência [e eficácia], mas, a partir da dignidade do trabalhador, do direito a uma remuneração suficiente e da efetiva possibilidade de participar na vida social.

A solidariedade deve ser entendida como uma corresponsabilidade concreta entre pessoas, povos e nações, uma forma de amizade social ou de caridade política orientada para a civilização do amor.

Democracia é a garantia da participação efetiva dos cidadãos, a escolha e substituição pacífica dos governantes e a impedição que o poder seja monopolizado por um pequeno grupo de elites, movidas por interesses particulares ou ideológicos. A Democracia não sacrifica os mais fracos à lógica do lucro. Em uma Democracia, o progresso econômico é verdadeiramente inclusivo e respeitoso. Em uma Democracia, não há miséria desumanizante.

 

 

A caridade só será efetiva, se sempre estiver unida à Verdade.

Nenhum pecado, nenhum fracasso, nenhuma humilhação e nenhuma exclusão podem afetar o valor profundo de uma vida humana que foi chamada à existência. [Como disse Chico Buarque, não existe pecado do lado de baixo do Equador. Eu digo: não existe pecado em nenhuma instância unimultiversal. Em todas as religiões, o pecado foi teologicamente inventado e existe como instrumento de dominação e de faturamento. Logo, se o pecado não existe, o perdão também não pode existir, e os hipotéticos negócios com deus são uma abominação. O que há, sim, sempre, é ignorância das Leis Unimultiversais.] A dignidade fundamental de cada pessoa não se adquire, não se merece, nem precisa de ser demonstrada. Uma dignidade ilimitada, inalienavelmente fundada no próprio ser, é inerente a cada pessoa humana, para além de toda circunstância e em qualquer estado ou situação que se encontre.

Como afirmou João Paulo II, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada pelas Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, continua a ser, nos nossos dias, uma das mais excelsas expressões da consciência humana. Ela é uma pedra miliária no caminho do progresso moral da Humanidade.

O primeiro grande princípio da Doutrina Social é o Bem Comum. O Concílio Vaticano II afirmou que o Bem Comum consiste no conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição. [Aqui, mais uma vez, devo recordar que não há Perfeição Absoluta. A perfeição que alcançarmos e conquistarmos em uma encarnação será sempre relativa, pois, a peregrinação é ilimitada, o que significa ninguém jamais será diplomado em . Um Mestre Verdadeiro se considera e se diz um Discípulo.] Enfim, o Bem Comum pertence a todos, e só em conjunto, coletivamente, poderá ser construído, aumentado e salvaguardado.

O todo é mais do que a parte, e, precisamente por isto, a mera soma dos interesses individuais não é capaz de gerar um mundo melhor para toda a Humanidade. O Bem Comum é fruto da interdependência – [ou, em outras palavras, do entrelaçamento quântico unimultiversal]. O Bem Comum é um 'plus', resultado da interação mútua e da influência recíproca, que ligam diversas ações, iniciativas, esforços e decisões. A simples soma dos bens individuais não pode explicar a existência deste 'plus', que os ultrapassa, e, ao mesmo tempo, os enriquece.

Trabalhar em conjunto na busca do bem de todos significa ter um projeto partilhado. É evidente que, dada a diversidade de pessoas, existem muitas diferenças ideológicas e pragmáticas, interesses variados e contrastes freqüentes, mas, isto não impossibilita um percurso de diálogo configurador de uma base de consensos que permita constituir um projeto para que todos possam caminhar juntos.

A promoção do Bem Comum nunca pode ser separada do respeito pelo direito dos povos a existir, a salvaguardar a sua identidade e a contribuir com a própria originalidade para a família das nações. Qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, por isto, inaceitável.

O Papa Francisco recordou que a solidariedade, vivida em profundidade, implica também devolver ao pobre o que lhe corresponde. Hoje, entre os bens que se destinam universalmente a todos, devemos incluir as novas formas de propriedade: patentes, algoritmos, plataformas digitais, infra-estruturas tecnológicas e dados.

Subsidiariedade é o princípio segundo o qual aquilo que as pessoas, as famílias, as comunidades locais e os organismos intermédios podem fazer não deve ser absorvido por instâncias superiores. As instituições de nível superior devem reconhecer, proteger e promover a liberdade e a criatividade das instâncias inferiores, coordenando os seus contributos para que cooperem eficiente e eficazmente em prol do Bem Comum. A subsidiariedade não justifica o não envolvimento do Estado, mas, orienta a sua ação: a intervenção pública é pedida precisamente para permitir que todos os sujeitos sociais desempenhem a sua missão sem serem esmagados. Cabe à comunidade política criar as condições para que as pessoas, as famílias, as associações e os organismos intermédios possam realizar a sua vocação social, sem serem substituídos ou reduzidos a meros executores. O princípio de subsidiariedade é particularmente relevante no contexto da revolução digital. Aqui, a instância superior não é o Estado, mas, cada um dos grandes sujeitos econômicos e tecnológicos que exercem um poder real sobre as condições da vida em comum. A instância agregadora de competências, dados e capacidade de decisão é constituída por empresas e plataformas, que definem condições de acesso, regras de visibilidade, formas de relação e até mesmo oportunidades econômicas. A subsidiariedade, neste caso, exige que tais processos não sejam impostos a partir de cima, de modo opaco e unilateral, mas, sim, que sejam orientados para o Bem Comum através da transparência, da responsabilidade e de formas concretas de participação (auditorias independentes, transparência sobre os algoritmos, acesso equitativo aos dados e instrumentos de recurso).

 

 

Nas escolhas relativas aos fluxos econômicos e às plataformas digitais, na gestão dos dados e dos algoritmos, não se pode permitir que poucos sujeitos orientem sozinhos os processos, mas, é necessário construir formas de cooperação que respeitem as diversas instâncias da comunidade mundial e as tornem corresponsáveis pelo Bem Comum.

A solidariedade é o reconhecimento concreto de que o destino individual está ligado ao destino de todos: na verdade, ninguém se salva sozinho. Surge assim evidente o estreito vínculo entre subsidiariedade e solidariedade. [Isto é o que tenho denominado de Entrelaçamento Cordial Unimultiversal Unimultifraternal Indissolvível, de tal forma que os erros dos outros são os nossos erros, e os nossos erros são os erros dos outros. Igualmente, os acertos dos outros são os nossos acertos, e os nossos acertos são os acertos dos outros. Em todos os sistemas do Unimultiverso, tudo + todos estão cordialmente entrelaçados. Por outro lado, quem pensa pode alcançar/conquistar o que quer que seja sozinho, não é menos do que um mago negro atlante, egoísta e ignorante.]

 

Entrelaçamento Unimultiversal Indissolvível
[Para Três Universos Formantes do Unimultiverso
]
(Animação Simbólica)

 

As redes digitais conectam, em tempo real, pessoas e comunidades de todas as partes do mundo. Todavia, esta teia de relações não é ainda solidariedade a pleno título, a menos que se torne uma escolha consciente. [Para tudo, sem exceção e sem exclusão de nada, todas as nossas escolhas devem ser conscientes. Neste sentido, lembro uma vez mais: somos responsáveis por tudo.]

A solidariedade nasce precisamente quando decidimos não permanecer indiferentes perante o que acontece ao nosso próximo e transformamos laços inevitáveis econômicos, culturais e tecnológicos em caminhos de partilha, de cooperação e de cuidado recíproco, aprendendo a pensar e agir em termos de comunidade. A solidariedade é, simultaneamente, um princípio e uma virtude. Enquanto princípio, expressa a ordem objetiva das relações entre pessoas, grupos e povos, remetendo ao reconhecimento de uma interdependência – [entrelaçamento] – pela qual o bem de cada um está entremeado com o bem dos outros[-aí]. Já como virtude requer, em contrapartida, uma determinação firme e perseverante para trabalhar pelo Bem Comum, com especial atenção aos mais fracos [e despossuídos].

 

 

O que me importa que a mula manque?
Eu quero mais é rosetar.
O que me importa a fome na África?
Eu quero mais é me fartar.
O que me importam as news?
Eu quero mais é manipular.
O que me importa o Estado de Direito?
Eu quero mais é conspirar.
O que me importam os
Eu quero mais é viver no vai-da-valsa.
O que me importa quem está a neném?
Eu quero mais é me locupletar.
O que me importa quem é pecador?
Eu quero mais é me salvar.

 

 

Precisamos recolocar o ser humano no centro das nossas escolhas. Precisamos nos tornar construtores de Comunhão, não arquitetos de Babel.

A clareza [fraternidade] ilumina e a franqueza [dignidade] abre caminhos. Isto inclui: planejamento responsável, avaliações de impacto humano e social, inclusão dos mais frágeis, alfabetização digital, pesquisa e indústria orientadas para a Justiça e a Paz [Profunda e Inverencial].

 

 

Continua...

 

 

Música de fundo:

Non Nobis Domine
Composição: Patrick Doyle
Interpretação: City of Birmingham Symphony Orchestra; maestro: Simon Rattle

Fonte:

https://www.youtube.com/watch?v=13FrLGB_oK8

 

Páginas da Internet consultadas:

https://giphy.com/explore/egotist

https://giphy.com/explore/helping-each-other

https://pngtree.com/

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https://camarajandira.sp.gov.br/

https://www.instagram.com/p/DOv4e4wjuvK/

https://hed.pearson.com.br/blog/coluna-inside-higher-education
/os-quatro-pilares-da-educacao-aplicados-as-bibliotecas-de-ies

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https://www.intelligentmachines.blog/post/the-rise-of
-agentic-ai-transforming-how-machines-think-and-act

https://catequesedeadultos.com.br/magnifica-humanitas-pdf/

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9ppj1xldxo

https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_artificial

 

Direitos autorais:

As animações, as fotografias digitais e as mídias digitais que reproduzo (por empréstimo) neste texto têm exclusivamente a finalidade de ilustrar e embelezar o trabalho. Neste sentido, os direitos de copyright são exclusivos de seus autores. Entretanto, como nem sempre sei a quem me dirigir para pedir autorização para utilizá-las, se você encontrar algo aqui postado que lhe pertença e desejar que seja removido, por favor, entre em contato e me avise, que retirarei do ar imediatamente.