LÁ, NO FIOFÓ-DO-CONDE

 

 

 

O Conde

 

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

 

 

Os Ocultistas do mundo antigo possuíam um conhecimento muito peculiar e surpreendente do princípio da evolução. Para eles, toda a vida passa por diferentes estágios de transformação. Eles acreditavam que os grãos de areia estavam em processo de se tornar humanos em consciência, embora não necessariamente na forma; que as criaturas humanas estavam em processo de se tornar planetas: que os planetas estavam em processo de transformação em sistemas solares, e que os sistemas solares estavam em processo de se transformar em cadeias cósmicas, e assim por diante, ilimitadamente. [In: Os Ensinamentos Secretos de Todos os Tempos, de autoria de Manly Palmer Hall.]

 

Pitágoras ensinava que o 10 (ou a unidade no sistema decimal) era o número mais perfeito de todos, e o representava através da Tetractys, um conjunto de dez pontos que formam um triângulo. [Ibidem.]

 

 

Tetractys

Tetractys

 

 

O escritor britânico Albert Churchward, em The Signs and Symbols of Primordial Man, sintetiza a influência do Zodíaco no simbolismo religioso com as seguintes palavras: A divisão em doze partes – os doze Signos do Zodíaco – simboliza as doze tribos de Israel, as doze portas do céu mencionadas no Apocalipse, as doze entradas ou portais que temos que atravessar na Grande Pirâmide antes de alcançar o grau máximo, os doze apóstolos das doutrinas cristãs e os doze pontos originais e perfeitos da Maçonaria. [Ibidem.]

 

 

 

 

A Chave para a S[h]abedoria mais preciosa que os Sacerdotes Antigos transmitiam aos novos Iniciados era o que eles chamavam de "Lei da Analogia". [Ibidem.]

 

 

Analogia

Analogia

 

 

— Desci de uma estrela

e à ela eu voltarei.

Cada qual é uma estrela,

seja um zé, seja um rei!

 

— Mas, nós não viemos

todos do mesmo lugar,

porém, todos voltaremos

ao originário hangar.

 

— Passeando pelo Cosmos,

nós vamos apreendendo.

E por sermos microcosmos,

todos vamos ascendendo.

 

— Uma calcita, uma planta,

quem sabe, um lupisomem,

uma perissodáctila anta,

e, atualmente, um homem.

 

 

De uma forma ou de outra,
todos nós já fomos lupisomens.

 

 

— A coisa não acaba aí;

todos serão 'Benedictus'.

Se, presentemente, é aqui,

um dia, será lá em Sirius.

 

— Temos que fazer por merecer

e meter bronca pra chuchu.

Temos que construir o vir-a-ser,

mas, só implodindo o Fu-Manchu.

 

 

 

 

— Quem não se esforçar,

irá parar em não-sei-onde.

lá, no fiofó-do-conde.

 

— No frigir dos ovos,

nosso atualizaremos.

E acabarão os estorvos.

E Deuses, então, seremos.

 

— Não perca, por favor,

o seu Divino Passaporte.

Em tudo, sempre bravor;

não há azar nem sorte.

 

— Será isto uma loucura?

Uma baita esquizofrenia?

Não. Como não sou zura,

 

 

Eu sou só um tiquinho esquizofrênico!

 

 

 

Música de fundo:

2001 – a Space Odyssey (Also Sprach Zarathustra)
Compositor: Richard Strauss

Fonte:

https://www.youtube.com/watch?v=e-QFj59PON4

 

Páginas da Internet consultadas:

https://www.tumblr.com/

https://giphy.com/

http://www.coolfrenchcomics.com/

https://thenewinquiry.com/

https://gifer.com/en/UCmu

https://www.pinterest.co.kr/pin/836684437000803055/

http://graveravens.com/

http://www.simers.org.br/

http://www.terapiadoser.com.br/tser/

https://khemeticcenteredliving.com/

https://br.pinterest.com/pin/96897829459677539/

 

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