O CONCEITO DE NOSSA GRANDE POTÊNCIA

 

 

 

Rodolfo Domenico Pizzinga

 

 

Introdução e Objetivo do Estudo

 

A Biblioteca de Nag Hammadi é uma coleção de treze livros antigos (chamados códices) contendo mais de cinqüenta textos, que foi descoberta no Alto Egito, em 1945. Essa descoberta de imensa importância inclui um grande número de Evangelhos Gnósticos primários – textos que antes se acreditava terem sido completamente destruídos durante a luta dos primeiros cristãos para definir a ortodoxia – como o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Filipe e o Evangelho da Verdade. A descoberta e a tradução da Biblioteca de Nag Hammadi, inicialmente concluídas na década de 1970, impulsionaram uma grande reavaliação da História do Cristianismo Primitivo e da natureza do Gnosticismo. Uma dessas obras é O Conceito de Nossa Grande Potência, um texto Gnóstico-simbólico traduzido por Frederik Wisse, que apresentarei a seguir, em forma de fragmentos selecionados, ocasionalmente comentados e, eventualmente, para facilitar a compreensão, didaticamente editados.

 

 

Fragmentos da Obra

 

 

Aquele que conhecer o Grande Poder se tornará invisível, e o fogo não poderá consumi-lo.

Para que possamos discernir o vir-a-ser, precisaremos saber como surgiram as coisas e o que já passou. Precisamos nos perguntar e descobrir como viemos a ser e que tipo de pessoa nos tornaremos.

 

Animação Simbólica

 

Não é possível que alguém se mantenha de pé sem Aquele-Que-É-Exaltado-Acima-De-Tudo nem é possível que um éon [período imensurável ou uma eternidade] viva sem Ele.

Aquele-Que-É-Exaltado-Acima-De-Tudo se entregou aos homens, para que eles recebam Dele, todos os dias, a Vida, pois, a Vida está Nele, com Ele e dentro Dele, e Ele A dá a todos [sem exceção].

Depois que os Espíritos e as Águas se moveram, o restante surgiu: todo o éon da criação e seus poderes. O Fogo emanou deles e o Poder surgiu em meio aos poderes.

A primeira contaminação da criação encontrou força, e gerou a ira, a raiva, a inveja, a malícia, o ódio, a calúnia, o desprezo, a guerra, as mentiras, os maus conselhos, as tristezas, os prazeres, as baixezas, as contaminações, as falsidades, as doenças e os julgamentos malignos, que decretam segundo seus desejos.

Enquanto dormirmos, sonhando sonhos miraginais e ilusórios, e nutrirmos paixões, desejos malignos e heresias sem fundamento não provaremos e não comeremos o Verdadeiro Alimento!

 

Sonhando sonhos miraginais e ilusórios,
e o mundo se entupindo de supositórios!

 

 

 

 

 

A Mãe do Fogo queimou todas as moradas. Quando não encontrar mais nada para queimar, destruir-se-á a si mesma. E se tornará incorpórea, e queimará a matéria, até que tenha purificado tudo, inclusive toda a maldade. E, quando não encontrar mais nada para queimar, voltar-se-á contra si mesma, até se destruir.

 

A Mãe do Fogo Purificado a Maldade
(Animação Meramente Simbólica)

 

Os Bem-aventurados conhecerão a Verdade.

Cento e Vinte é o Número Perfeito, altamente exaltado.

 

Animação Simbólica

 

Eles serão castigados até se tornarem puros. [Aqui, castigo deve ser entendido como sendo a necessária e educativa Lei Unimultiversal da Causa e do Efeito, manifestada através da Roda do Samsara – (re)nascimento, velhice, decrepitude e morte na qual todos os seres no e do Unimultiverso participam, repetitivamente, e da qual só se pode escapar através da Illuminação Iniciática.]

 

Roda do Samsara
(
Animação Simbólica)

 

A Verdadeira Misericórdia só poderá se manifestar efetiva e concertadamente através da Sabedoria. [Ninguém tem o direito nem pode alterar a experiência educativa (karma) de ninguém. Tentar interferir a bangu, atabalhoadamente, ou diligenciar para alterar no peito e na raça e sem pé nem cabeça a experiência educativa de alguém não é Misericórdia – é ignorância. Mas, há formas de ajudar sem interferir ou alterar o karma alheio. Uma delas é, em Silêncio e anonimamente, através da Lei da Assunção.]

 

 

Em Silêncio e Anonimamente
(Animação Simbólica)

 

 

 

 

 

 

Música de fundo:

Concierto de Aranjuez - Adagio
Compositor: Joaquín Rodrigo Vidre, Marquês dos Jardins de Aranjuez
Interpretação: Royal Philharmonic Orchestra

Fonte:

https://www.youtube.com/watch?v=AFvdz2TouYs

 

Páginas da Internet consultadas:

https://es.pinterest.com/pin/721631540264237096/

https://giphy.com/arkose_climbing/stickers-grimpe

https://www.cleanpng.com/

https://favim.com/image/7923614/

https://dk.pinterest.com/pin/410812797283235137/

https://www-gnosis-org.translate.goog/naghamm/nhlalpha.html?_
x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt&_x_tr_pto=tc&_x_tr_sch=http

 

Direitos autorais:

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