Estes apontamentos esotéricos, que tenho um grande prazer em divulgar para vocês, têm por finalidade apresentar para reflexão trinta excertos escolhidos para constituir esta 10ª parte de um estudo que fiz da obra A Alma: a Qualidade de Vida, telepatizada por Djwhal Khul – Mestre Ascensionado da Grande Loja Branca – para a pesquisadora e escritora espiritualista de origem inglesa Alice Ann Bailey, nascida Alice LaTrobe Bateman, Manchester, Inglaterra, (16 de junho de 1880 – 15 de dezembro de 1949), também conhecida como AAB. Todas as obras de Alice Bailey estão disponibilizadas no endereço:
https://oceanodeteosofia.com/djwhal-khul-bailey
Bem, nesta 2ª fase, tudo começou mesmo no outono de 1919, quando Alice Bailey, Discípula do Mestre Ascensionado da Grande Loja Branca Kut Hu Mi, a pedido Deste, foi contatada pelo Mestre Djwhal Khul, e, desse encontro espiritual, surgiram 24 livros, escritos entre 1919 e 1949. Estes livros constituem uma continuação/atualização dos Ensinamentos Ocultos da Sabedoria Imortal, preliminarmente apresentados à Humanidade por Helena Petrovna Blavatsky (12 de agosto de 1831 – Londres, 8 de maio de 1891), no século XIX, particularmente, em sua obra-mestra A Doutrina Secreta) – um corpo de Ensinamentos Esotéricos libertadores, que sistematizaram uma vasta gama de conhecimentos arcanos da Hierarquia Espiritual da Grande Loja Branca, na Antigüidade apenas transmitidos aos Iniciados Avançados, mas que, agora, paulatinamente, vêm se tornando do conhecimento público. Todavia, os escritos de Alice Bailey foram mal compreendidos, pois, esclarecem pontos críticos sobre a diversidade racial humana, cada uma com suas cargas cármicas com conseqüências funestas sobre a Humanidade global (por exemplo, 1ª Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial, ditaduras, Invasão da Ucrânia, Devastação da Faixa de Gaza etc.), além de seguir a mesma linha teosófica de Helena, desmascarando os limites absurdos das religiões estabelecidas, em defesa da Verdadeira Espiritualidade – coisa que ainda interessa a poucas pessoas, que continuam de joelhos à espera de epifanias e de milagres extravagantes e impossíveis. Seja como for, um fato interessante da Vida de Alice Bailey foi que ela continuou a trabalhar incansavelmente até a hora de partir para a sua Grande Aventura, em 1949. De minha parte, com o Coração em festa, eu digo, pelo menos: obrigado à Hierarquia da Grande Loja Branca, obrigado ao Mestre Kut Hu Mi, obrigado ao Mestre Djwhal Khul, obrigado à Helena Petrovna Blavatsky, obrigado à Alice Ann Bailey.
Helena Petrovna Blavatsky
Excertos da Obra
Um Ashram é a fusão subjetiva de indivíduos e não de egos, reunidos com a finalidade de prestar serviço. Um Ashram é um grupo internacional, composto por [personalidades-]alma encarnadas e desencarnadas. É uma síntese de Iniciados de vários graus e de Discípulos Aceitos.
Depois da Terceira Iniciação (Iniciação da Transfiguração), o Aspecto Pai aparece diante de nossa vista, e eu não sei como dizer isto de outra forma.
A Hierarquia da Grande Loja Branca é simplesmente o mundo das [personalidades-]alma.
Existem três grupos de trabalhadores hierárquicos:
1º) os Iniciados que receberam a Quarta Iniciação (Iniciação da Renúncia), cujo corpo da [personalidade-]alma, o Corpo Causal, foi destruído. Eles formulam o Plano e são os guardiões do Plano;
2º) os Discípulos e Iniciados que receberam as Três Primeiras Iniciações (Iniciação do Nascimento, Iniciação do Batismo e Iniciação da Transfiguração) que modificam, qualificam e adaptam o Plano às necessidades humanas, executando o trabalho do Plano; e
3º) os candidatos inteligentes que ainda não são personalidades fundidas com a [personalidade-]alma, mas, que reconhecem a necessidade do Plano e buscam o bem-estar de seus semelhantes, trazendo o Plano à Humanidade e tentando torná-Lo viável.
Quando a atração exercida pela substância é superada e quando os desejos, as cobiças e as paixões desaparecem, o poder de atração da [personalidade-]alma predomina, e a ênfase (colocada por tanto tempo na forma, na atividade individual e na vida) é substituída pelo propósito do grupo. Então, o poder de atração exercido pela Hierarquia e pelos grupos de discípulos dos Mestres substitui as atrações inferiores menos interessantes. Quando assume o seu devido lugar na consciência, então, a atração dinâmica do aspecto Vontade da Divindade será sentida – que não tem relação com a forma ou formas, com o grupo ou grupos.
Quando alcançarmos a Terceira Iniciação (Iniciação da Transfiguração) pressentiremos e, então, colaboraremos com o propósito do nosso Raio.
A [personalidade-]alma humana é uma síntese da energia material qualificada pela consciência inteligente, além da energia espiritual, que é, por sua vez, qualificada por um dos sete tipos de Raio. [1º Raio: Energia da Vontade, do Propósito ou do Poder; 2º Raio: Energia do Amor-Sabedoria; 3º Raio: Energia da Inteligência Ativa ou da Atividade Inteligente; 4º Raio: Energia da Harmonia Através do Conflito; 5º Raio: Energia do Conhecimento Concreto ou da Ciência; 6º Raio: Energia da Devoção ou do Idealismo; e 7º Raio: Energia da Ordem Cerimonial.]
Os Eus de todos os seres humanos pertencem a um dos Sete Raios.
Cada um dos sete grupos de [personalidades-]alma responde a um dos sete grupos de força, e todos respondem ao Raio do Logos Planetário do nosso Planeta, o Terceiro Raio da Inteligência Ativa. Mas, nunca devemos esquecer que o Logos Planetário também pertence ao Raio do Amor-Sabedoria.
O verdadeiro ponto de vista esotérico é sempre o do Todo Maior – Anima Mundi do mundo inteiro.
O Esoterismo é um treinamento que nos permitirá obter a capacidade de agir livremente no mundo dos significados. O Esoterismo implica, portanto, viver uma vida em sintonia com as realidades subjetivas internas, possíveis apenas quando o aluno é inteligentemente polarizado e mentalmente focado, sendo útil apenas quando pode se mover entre essas realidades internas com habilidade e compreensão. O Esoterismo implica também compreender a relação que existe entre forças e energias e o poder de usar a energia para reforçar e, então, empregar criativamente as forças com as quais entramos em contato. Daí, surgirá a nossa redenção. O Esoterismo é a arte de fazer “descer à Terra” aquelas energias que emanam de Fontes Superiores, para enraizá-las ou introduzi-las. Enfim, toda verdadeira atividade esotérica produz LLuz e Illuminação.
Toda e qualquer síntese só será possível quando o Segundo Aspecto (ou a Sabedoria) estiver plenamente desenvolvido.
Só a [personalidade-]alma importa. Só importa o Serviço.
Só o Silêncio Interior importa.
Só a Voz do Silêncio importa.
Só a Unimultifraternidade importa.
Só a Paciência importa.
Só a Humildade importa.
Só a Misericórdia importa.
Só o Altruísmo importa.
Só o Amor Desinteressado ao próximo importa.
Só o Summum Bonum importa.
Só a Beleza importa.
Só a Harmonia importa.
Só a Paz Inverencial importa.
Só a LLux Æterna importa.
Só a Filantropia importa.
Só a Abnegação importa.
Só a Caridade importa.
Só o Desapego Absoluto importa.
Só a Dignidade importa.
Só o Imperativo Categórico importa.
Só a Justiça importa.
Só a Tolerância importa.
Só o Despreconceito importa.
Só a Liberdade importa.
Só o Bom Combate importa.
Só a Compreensão Iniciática importa.
Só Fiat Voluntas Tua importa.
Só Ad Rosam per Crucem, ad Crucem per Rosam importa.
Só sed Nominis Tui gloriæ solæ importa.
Só o nosso Deus interior importa.
Sóimporta.
Sóimporta.
Só aimporta.
Só oimporta.
Sóimporta.
Com relação aos outros [parentes, amigos etc.] podemos ter aceitado uma responsabilidade (certa ou errada), mas, isto não deve neutralizar ou minar qualquer responsabilidade que eles tenham o direito necessário de assumir e de cumprir. Nossa própria ajuda mental deverá estar sempre disponível – [para todos, sem exceção] – porém, isso não deverá acontecer quando nossa mente estiver turbada pelas dúvidas e pelos questionamentos, nem quando houver espírito de crítica ou de separatividade. [Talvez, s.m.j., o maior erro/equívoco que poderemos cometer é perturbar, atrapalhar e interferir nas experiências educativas dos outros, quaisquer que sejam as experiências, quaisquer que sejam esses outros. Como as experiências são essenciais, indispensáveis e intransferíveis para nossa Illuminação/Compreensão/Libertação/Ascensão/Divinização, cada um deverá vivenciá-las e, pessoalmente, passar por (todas) elas. Não cai um só fio de cabelo...]
A minha careca não é a sua,
nem a sua cabeleira é a minha.
A minha experiência não é a sua,
nem a sua imperícia é a minha.
O meu frio não é o seu,
nem o seu calor é o meu.
O meu cagaço não é o seu,
nem a sua coragem é a minha.
A minha justiça não é a sua,
nem a sua injustiça é a minha.
A minha covardia não é a sua,
nem a sua valentia é a minha.
A minha persuasão não é a sua
nem a sua dissuasão é a minha.
O meu ontem não é o seu,
nem o seu hoje é o meu.
A minha fome não é a sua,
nem a sua inapetência é a minha.
O meu demônio não é o seu
nem o seu deus é o meu.
A ninha descrença não é a sua
nem a sua crença é a minha.
A minha desrazão não é a sua,
nem a sua razão é a minha.
O meu malfazer não é o seu,
nem o seu bem-fazer é o meu.
A minha ignorância não é a sua,
nem a sua conhecença é a minha.
A minha miragem não é a sua,
nem a sua ilusão é a minha.
O meu capricho não é o seu
nem o seu impulso é o meu.
O meu cousismo não é o seu
nem o seu achismo é o meu.
O meu propósito não é o seu
nem a sua hesitação é a minha.
A minga assiduidade não é a sua
nem a sua negligência é a minha.
A minha impossibilidade não é a sua
nem a sua possibilidade é a minha.
O meu esquerdismo não é o seu
nem o seu reacionismo é o meu.
A minha Media Nox não é a sua
nem a sua Aurora é a minha.
A minha magia negra não é a sua,
nem a sua Magia Branca é a minha.
O meu guru não é o seu
nem o seu xamã é o meu.
O meu templo não é o seu
nem a sua igreja é a minha.
A minha personalidade-alma não é a sua,
nem a sua personalidade-alma é a minha.
A minha Oitava na Spira Legis não é a sua,
nem a sua Oitava na Spira Legis é a minha.
O meu Karma não é o seu,
nem o seu Dharma é o meu.
Uma resposta adequada [respeito ajustado, apropriado e conveniente] ao meio ambiente resultará em uma relação correta com o aspecto da [personalidade-]alma, oculto em todas as formas, e produzirá relações corretas entre as diferentes partes da estrutura nervosa interna, existente em todos os Reinos da Natureza Subumana e Sobre-humana. Acabaremos descobrindo que nisto reside o fundamento da fraternidade e da unidade, às vezes, chamada de alma de todas coisas, 'anima mundi' e consciência subjacente.
Uma das principais condições que um discípulo tem que cultivar, para perceber o Plano e ser usado pelo Mestre, é a solidão – [Silêncio Interior]. Na solidão, floresce a Rosa da [personalidade-]alma; na solidão, pode falar o nosso Ser Divino Interior; na solidão, as faculdades e a Beleza do Ser Superior podem criar raízes e florescer na personalidade. Na solidão, também pode o Mestre se aproximar e imprimir na [personalidade-]alma serena o conhecimento que Ele tenta transmitir, a lição que deve ser aprendida e o método e o plano de trabalho que o discípulo deve captar. Na solidão o
é ouvido.
O influxo de vida do nosso Deus Interior resulta em veículos saudáveis, de modo que o trabalho só poderá ser realizado quando o ego se fundir com o Eu e a polarização mudar [ascender] do inferior para o superior.
Gráfico Animado Simbólico
Durante longos ciclos [eras], os efeitos da [personalidade-]alma sobre o ego foram negativos, e o equipamento pessoal foi a expressão positiva do homem espiritual. Portanto, o conjunto inferior de forças começa a se desgastar, sua vibração a enfraquecer e, como grande parte da consciência ainda está identificada com a natureza corporal, o discípulo fica consciente da fadiga, da dor, da angústia e fo profundo cansaço. A fadiga do ego da raça humana foi parcialmente responsável pelo complexo de ansiedade excessiva, pelo sentimento de inferioridade e pelo anseio psicológico de libertação, induzidos pela apresentação cristã da verdade.
À medida que avançarmos, a alegria da [personalidade-]alma começará a fluir para os veículos cansados e exaustos, e, gradualmente, tomará posse a natureza positiva da [personalidade-]alma. Quando esta natureza for bastante forte e o homem for suficientemente descentralizado, apesar das limitações físicas, o sentimento de cansaço interno será cuidadosamente anulado, pois, será consciente e inteligentemente transmutado. O sofrimento do ego será reconhecido, mas, um esforço planejado será feito para transcendê-lo. Este processo de “Imposição Divina” atrairá, gradualmente, a força curadora, e a saúde perfeita será a recompensa do Iniciado, pelo esforço feito em alguma vida, para viver como [personalidade-]alma e não apenas como ego. Este influxo divino da qualidade egóico da vida é a verdadeira chave para a cura auto-induzida.
Precisamos compreender e nos conscientizar de que as vicissitudes do corpo só são importantes na medida em que podem contribuir para enriquecer a experiência da [personalidade-]alma. [É por isro que Mâ Ananda Moyî (1896 – 1982) – a santa encarnação projetada da alegria – dizia a seus discípulos: — Jo Ho jâye. O que acontece é desejado e bom. A própria morte, para Mâ, nada mais era do que um aspecto da vida – a Eterna Vida. Dizia: — Para onde vai aquele que parte? De onde vem ele? Para este corpo não existe ida e não existe volta. O que existia antes permanece existindo agora. O que importa se morremos ou se permanecemos com vida? Mesmo depois da morte, ainda se continua a existir! Então, por que a revolta e a perturbação? Sob a aparência de separação e de união permanece sempre o Eu Supremo. Disto se infere que a encarnação e a desencarnação nada mais são do que faces distintas, mas, ao mesmo tempo, equivalentes, de uma mesma moeda: a Eterna e Santa Vida. Mas, isto jamais poderá ser compreendido racionalmente, intelectivamente; só através da transrazão auto-iniciática o ser-no-mundo realizará a Unidade Cósmica.]
A doença é um efeito da centralização básica da energia vital do homem... Onde estiver enfocada a consciência do homem, a energia da vida reunirá suas forças ali.
Todas as doenças são o resultado da inibição da vida da [personalidade-]alma. Isto é verdade para todas as formas de todos os reinos.
Todas as doenças (e isso é algo conhecido) são produzidas pela falta de harmonia (desarmonia) entre o aspecto da forma e a vida.
Todas as doenças surgem quando não há alinhamento entre a [personalidade-]alma e a forma, entre a vida e sua expressão e entre as atualidades subjetivas e as realidades objetivas.
Quando reorientarmos nossos pensamentos para a verdade e para a [personalidade-]alma, as doenças do plano físico começarão a desaparecer. [Isto está de acordo com um comentário que fiz há algum tempo sobre as vacinas. Na ocasião, eu disse que, na atualidade, as vacinas são necessárias e insubstituíveis para nos imunizarmos e nos tornarmos resistentes a determinadas doenças, causadas por certas bactérias ou vírus. No futuro, aprenderemos a nos imunizar pelo
. Logo, não faço por menos: ainda que nenhuma vacina seja 100% efetiva, e algumas pessoas que foram vacinadas possam contrair as doenças mesmo assim, o antivacinismo crocodiliano-aligatorídeo (equivalente, por exemplo, ao negacionismo climático, ao anti-multilateralismo e ao flood the zone with shit) é um crime contra a Humanidade.]
O Bolsoré de Glicério
As doenças existem. As formas nos Reinos da Natureza carecem de harmonia e não estão alinhadas com a Vida Imanente. Em toda parte há doença, corrupção e tendência à dissolução. [Isto pode e precisa ser modificado.]
Um método mais elevado e novo é invocar a nossa própria [personalidade-]alma para iniciar uma atividade positiva. A cura verdadeira e futura ocorrerá quando a vida da [personalidade-]alma puder fluir sem impedimentos e obstruções por todos os aspectos da natureza da forma, sendo capaz de vitalizá-la com seu poder e também eliminar aqueles congestionamentos e obstruções, que são uma fonte frutífera de doenças.
Todas as condições indesejáveis são o resultado da falta de contato e de controle da [personalidade-]alma. Precisamos aprender a desviar os nossos olhos e a nossa atenção de nós mesmos, dos nossos sentimentos, complexos, idéias fixas e pensamentos indesejáveis, e a focá-los na [personalidade-]alma – a Divina Realidade dentro da forma – e na Consciência Crística em nosso interior.
A Amor é a expressão da vida do próprio Deus – [o nosso Deus Interior]. O Amor é a força coerente que renova todas as coisas. O Amor é tudo o que é.
Continua...
Música de fundo:
Ária na Corda Sol
Compositor: Johann Sebastian Bach
Interpretação: Royal Philharmonic OrchestraFonte:
https://www.youtube.com/watch?v=TTxPA4zuNbM
Páginas da Internet consultadas:
https://www.encontroespiritual.org/bleitura/bleitura_cienciaraios.html
https://displate.com/displate/2395645
https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=hnF6qeYh67U
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_Bailey
Direitos autorais:
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