
Rodolfo Domenico Pizzinga
Dedicatória
Dedico este trabalho a todos os que se esforçaram, compreenderam, se libertaram e desembarcaram do Barco do Príncipe.
|
Adolf
Hitler, Eva Hitler e o Terceiro Reich
(Alguns Dados Históricos)
Adolf Hitler (Braunau am Inn, Áustria, 20 de abril de 1889 – Berlim, 30 de abril de 1945), que tinha em Richard Wagner seu compositor preferido, foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP, também conhecido por Nazi por oposição aos socialdemocratas, os Sozi), chanceler e, posteriormente, ditador nazista alemão. As suas teses racistas e anti-semitas e os seus objetivos para a Alemanha – que começaram a ser projetados e construídos em sua juventude, em Viena, na Áustria – ficaram patentes no seu livro, de 1924, Mein Kampf — a mais perfeita obra de antipropaganda contra o próprio Nationalsozialismus que Hitler desenhou para a Alemanha e para o mundo.
No período da negra e sangrenta ditadura hitlerista, os judeus e outros grupos minoritários considerados 'indesejados', como Testemunhas de Jeová, eslavos, poloneses, ciganos, negros, homossexuais, deficientes físicos e mentais, foram perseguidos, afastados, esterilizados e, no limite, exterminados no que se convencionou chamar de Holocausto, que, por definição, é o massacre de judeus e de outras minorias, efetuado nos campos de concentração alemães durante a Segunda Guerra Mundial.
Hitler seria derrotado em seu sonho belicista de nazificação do mundo apenas pela intervenção externa dos países aliados no prosseguimento da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), guerra holocáustica que acarretou a morte de, no mínimo, 40 milhões de pessoas. Há historiadores que falam em até 60 milhões de almas. Para mim, sinceramente, isto não faz qualquer diferença: uma alma ou um bilhão de almas sacrificadas por qualquer ideal insustentável é a mesma coisa. Sei que em termos quantitativos há uma enorme diferença entre 1 e 6 x 107, mas qualitativamente não há. Somos todos Um!
Apesar de persistirem rumores segundo os quais Hitler teria fugido para um país da América do Sul, onde teria morrido com uma doença incurável, a maioria esmagadora dos relatos históricos sustenta a tese de que Hitler, que projetou o Terceiro Reich para durar mil anos, cometeu suicídio ao lado de Eva Anna Paula Braun (que 36 horas antes se casara com o Führer – o grande amor de sua vida – e que, só assim, pôde sentir a glória de se chamar Eva Hitler, a primeira mulher do Reich) no seu Quartel-General (o Führerbunker), em Berlim, em 30 de abril de 1945, com o Exército Soviético destruindo tudo que podia, a poucos quarteirões de distância do bunker.
O Primeiro Reich (Sacro Império Romano-Germânico ou Santo Império Romano da Nação Germânica) durou 844 anos, de 962 a 1806. O Segundo Reich (Império Alemão) durou 47 anos, de (1871-1918). O Terceiro Reich, programado para 1.000 anos, durou apenas 12 anos, de 1933 a 1945. E durou muito!
![]()
Eva e Adolf
Objetivo do Trabalho
Mein Kampf (em português Minha Luta) é o título do livro no qual Adolf Hitler expressou suas idéias nazistas para a implantação de uma nova ordem na Europa. O livro foi dedicado a Dietrich Eckart, membro da Sociedade Thule, uma sociedade secreta, racista e ocultista, fundada em 17 de agosto de 1918 por Rudolf von Sebottendorf (1875-1945), em Munique, na qual Adolf Hitler foi iniciado por Walter Richard Rudolf Hess (1894 – 1987), político alemão e importante personagem do Terceiro Reich, enquanto estavam presos no forte de Landsberg. A Socidade Thule ficou conhecida por ter estado associada à Sociedade Germanenorden, uma sociedade secreta alemã, formada e instalada em 1912 por vários ocultistas alemães proeminentes, e que tinha por símbolo uma suástica1. A Sociedade Germanenorden ensinava aos seus iniciados ideologias nacionalistas sobre a superioridade da raça nórdica, anti-semitismo e também ocultismo. Inacreditavelmente, Heinrich Luitpold Himmler (1900 – 1945), comandante da Schutzstaffel alemã, homem-chave na organização do Holocausto e um dos mais poderosos homens da Alemanha Nazi, tinha como livro de cabeceira a Bhagavad Gita!
Mein Kampf foi escrita na prisão e editada inicialmente em 1924. É uma obra composta de um prefácio, uma dedicatória, 27 capítulos (organizados em dois volumes, com 12 e 17 capítulos, respectivamente) e um posfácio. Tornou-se um guia ideológico e de ação para os nacional-socialistas e também, atualmente, para os neonazistas, primeiro dentro e depois fora da Alemanha. É importante notar que a flexibilidade conotativa e contextual da língua alemã – e em especial da palavra alemã Kampf – traz diversas possibilidades de tradução para o título. A palavra, assim, além de luta, também pode ser traduzida como combate ou, até mesmo, como guerra, o que é evidenciado por vários exemplos como os nomes alemães de diversos tanques (Panzerkampfwagen, veículo de guerra blindado) ou por bombardeiros (Sturzkampfflugzeug, avião bombardeiro de guerra). Minha Luta pode ser considerado o mais correto, porém, Minha Guerra pode chegar mais perto daquilo que o mundo conheceu de 1939 a 1945, e que só acabou de fato com a dupla destruição de Hiroshima e de Nagazaki.
Enfim, qual é o objetivo deste trabalho? Por que o Website Pax Profundis divulgaria fragmentos desta obra caliginosa? Tudo deve ser lido; tudo deve ser conhecido; tudo deve ser examinado. Aquele que se encerra em uma bolha pensa que está protegido, meio que santificado; mas não está nem uma coisa nem a outra. É necessário, sim, conhecer o lado esquerdo, pelo menos em termos literários, para refutá-lo com convicção. A segunda pergunta fica, assim, respondida.
Quanto à primeira pergunta – o objetivo propriamente dito do trabalho – é necessário que se observe que mesmo um representante da Grande Loja Negra, talvez, até, principalmente, para bem poder representá-la e cooptar aderentes, precisa estruturar e apresentar seu pensamento em bases concatenadas e convincentes e – por que não? – aceitáveis e justificáveis. Como bem salienta Giorgio Galli, por exemplo, na Mein Kampf, Hitler apresenta um projeto político que tem aspectos normais, como, justamente, a luta contra o desemprego. Contudo, os perigos da aceitabilidade e da justificabilidade, no caso de Mein Kampf, por exemplo, é que, por descuido ou fantasia, fazem os descuidados e os fantasiadores adernarem a consciência para o que há de pior na experiência vital humana, característica incontestável do Nazismo: uma mistura pútrida e retrocessiva de preconceito, mistificação, mentira sistemática, magia no pior sentido, neopaganismo romântico (revivescimento mal-intencionado do paganismo ancestral do povo alemão), anticlericalismo, imposição de uma religião nacional, violência, tirania, supressão da dissidência, propaganda sistemática, escravismo, opressão, perversidade, intolerância, exaltação do orgulho patriótico, ideologia militarista, anexações, assassinatos seletivos, atrocidades, violações sobre terceiros, arianismo às avessas, purificação da raça alemã através da eugenia2 (que culminou na eutanásia não-voluntária de pessoas consideradas diminuídas), e, no caso, particularmente de um nacionalismo étnico associado à uma profunda e inconciliável aversão aos semitas, especialmente aos judeus. O item 4 do Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores (NSDAP), estabelecido em Munique em 24 de fevereiro de 1920, deixava isto muito claro: Só os cidadãos gozam de direitos cívicos. Para ser cidadão, é necessário ser de sangue alemão. A confissão religiosa pouco importa. Nenhum judeu, porém, pode ser cidadão.
Por tudo isto, e pelo que aqui não foi abordado, decidi recolher na Mein Kampf hitleriana alguns fragmentos de alguns capítulos e divulgá-los, no sentido de recordar as bases de sustentação daquilo que, certamente, foi o pior momento da Humanidade. Sem medo, recordar é preciso. Mas atenção também é preciso, pois muitas argumentações hitlerianas inseridas na Mein Kampf são absolutamente coerentes e incontestáveis. Este sempre foi o perigo rondante, para a Humanidade, derivado das lideranças instrumentalizadas que se dispuseram a servir a Oitava Esfera, ou seja: discrepância e insânia ancoradas e sustentadas em uma bem orquestrada conexão de coerência e congruência. Quantos não têm sido pescados nessa rede tenebrosa? Quantos inocentes úteis, por despreparo, ingenuidade e ignorância, não têm sido cooptados e usados no serviço de causas e de idéias políticas absurdas? Quantos místicos e quantos religiosos, enfim, também já não escorregaram e apoiaram irracionalidades e desconformidades, todas inteiramente incompatíveis com os próprios princípios místicos e religiosos que aprenderam e que juraram defender? Seja como for, reproduzo para reflexão o último parágrafo da Apresentação do livro, escrito por Nélson Jahr Garcia: Por isso tudo, divulgo o livro, uma peça de propaganda bastante eficiente, mas apenas no seu tempo e contexto. Devemos ler, analisar, discutir e produzir vacinas. Como os vírus, as idéias absurdas tendem a retornar fortalecidas e resistentes; só conhecendo poderemos enfrentá-las. Não podemos esquecer que, em outro contexto, coisas como assassinatos seletivos, doutrina da terra arrasada e legítima defesa preventiva fazem parte do arsenal político-militar de potências que se dizem guardiãs da Democracia e da liberdade. O Tibete, o Estado Islâmico do Afeganistão e a República do Iraque, por exemplo, estão pagando o preço destes conceitos injustificáveis. Entretanto, em meio a tudo isto, coisas boas acontecem. A Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em 18 de março de 2008, recebeu um grande aplauso do Parlamento de Israel – o Knesset – após pedir desculpas pelo Holocausto. Merkel disse que os alemães ainda estão cheios de vergonha pelo genocídio de seis milhões de judeus, praticado pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Seu discurso foi o primeiro de um chefe de Estado alemão no Parlamento Israelense.
Enfim, comecei este enfadonho, monótono, cansativo e cruciador trabalho em 14 de março de 2008, e não sei se e quando irei terminá-lo. (Voltei a este ponto para informar que concluí o esforço em 18 de março de 2008 e fiz uma revisão completa de todo o trabalho em 19 de março de 2008). Quando resolvi acrescentar este último parágrafo, eu já havia lido o segundo capítulo do Mein Kampf... e já estava sonolento, enfastiado e com vontade de desisitir. A única vantagem-liberdade que eu tenho nisso, é que se eu resolver deletar o arquivo, ninguém ficará sabendo deste meu delírio, e poderei dormir um pouco mais cedo. Por outro lado, deletando esta literatice, a antipropaganda que eu me propus a fazer contra o Nationalsozialismus irá para o ralo. Então, bravamente, esta minha luta contra o sono, contra o fastio, contra a desistência e contra o Hitlerismo irá até o fim. Mas, como não pretendo apresentar fragmentos de todos os capítulos do livro, e como a obra está esgotada, e parece que, por um acordo cavalheiresco, não está mais sendo editada, informo que a Bibliothèque do Website abaixo citado (Morte Súbita Inc.) oferece o texto integral para leitura:
Sobre Hitler e Sobre o Nazismo
(Comentários)
O Führer é profundamente religioso, embora completamente anticristão; ele vê o Cristianismo como um sintoma de decadência. E com razão, é uma ramificação da raça judia. (Paul Joseph Goebbels).
Uma mentira dita cem vezes torna-se verdade. (Paul Joseph Goebbels).
Sinto-me feliz de haver cumprido com o meu dever como alemão, como nacional-socialista e como fiel do Führer. Não me arrependo de nada. Se tivesse que começar tudo de novo, trabalharia da mesma forma, inclusive se soubesse que me aguardaria, no final, uma fogueira para a minha morte. Pouco importa o que podem fazer os homens. (Rudolf Hess).
Eu recordo com profunda gratidão da ajuda de padres católicos na minha fuga da Europa e decidi, em honra da fé católica, tornar-me membro honorário. (Adolf Eichmann).
Não importa onde estamos lutando; não importa contra quem estamos lutando. Mataremos quem tivermos que matar no interesse de nosso País, e tirar a vida de um homem não significará mais do que tirar a vida de um boi... Só com esta filosofia poderemos trilhar com confiança o caminho da vitória. (Heinrich Himmler).
Aquele que jura pela suástica deve renunciar a qualquer outra lealdade. (Heinrich Himmler).
A melhor arma política é a arma do terror. A crueldade gera respeito. Podem odiar-nos, se quiserem. Não queremos que nos amem. Queremos que nos temam. (Heinrich Himmler).
Führer, meu Führer,
que me foste enviado por Deus,
protege-me e mantém-me vivo por muito tempo.
Salvastes a Alemanha da mais profunda miséria;
a ti te devo o meu pão de cada dia.
Führer, meu Führer, minha fé, minha luz;
Führer meu Führer, não me abandones.(Oração habitual proferida em alguns orfanatos alemães).
Damos graças, veneráveis irmãos, a vós, aos vossos sacerdotes e a todos os fieis que, defendendo os direitos da Divina Majestade contra um provocador neopaganismo, apoiado, desgraçadamente com freqüência, por personalidades influentes, haveis cumprido e cumpris o vosso dever de cristãos. (Papa Pio XI).
O limite que separa a expulsão, o encerramento nos guetos, as deportações e os assassinatos esporádicos, do massacre e da destruição sistemáticas, não foi ultrapassado senão um certo tempo depois da invasão nazista da União Soviética, em 22 de junho de 1941... Só em 20 de janeiro de 1942, na Conferência de Wanssee, foram tomadas as medidas para a 'solução final', que implicava na tortura e no aniquilamento dos judeus de toda a Europa ocupada e controlada pelos nazistas. (Arno Mayer).
Se olharmos para as chamas deste fogo sagrado e nelas lançarmos os nossos pecados, poderemos baixar desta montanha com as nossas almas limpas. Não precisamos nem de padres nem de pastores. (Palavras de Julius Streicher no festival nórdico do Solstício de Verão, perante uma enorme multidão de alemães reunidos em Hesselberg – montanha que o Fuhrer declarou sagrada.)
O filósofo do movimento nazista era o educador Alfred Rosenberg, também membro da Sociedade Thule, que divulgava a supremacia do povo alemão e fazia de Hitler um super-homem (como o da prosa de Nietzsche). Rosenberg afirmava que os únicos descendentes legítimos dos povos do norte (hiperbóreos) eram os alemães. (Eliy Wellington Barbosa da Silva).
O Nazismo é uma primeira (autônoma e nova) forma de niilismo radical, que nega simultaneamente todos os valores, sejam eles valores capitalistas e burgueses, sejam eles proletários. (Sebastian Haffner).
O que acabamos de dizer [sobre o Nazismo], responde às três perguntas que nos foram postas: a) Pode um católico ser membro do Partido Hitleriano? b) Está um sacerdote católico autorizado a consentir que os adeptos desse partido tomem parte em cerimônias eclesiásticas, incluindo funerais? c) Pode um católico, fiel aos princípios do Partido, ser abrangido pelos sacramentos? Devemos responder 'Não' a tais perguntas. (Palavras do superior eclesiástico de Mogúncia, em nome do seu bispo).
O Tratado trouxe ao Governo Nacional-socialista, considerado por quase todo o mundo como sendo formado de usurpadores, quando não bandoleiros, o selo de um acordo com a força internacional mais antiga, o Vaticano. Em certo sentido, era o equivalente a um diploma de honorabilidade internacional. (Comentário de Joseph Rovan, autor católico, sobre o acordo diplomático entre o Vaticano e o Reich nazista, em 8 de julho de 1933).
O Holocausto foi executado na sociedade moderna e racional, em nosso alto estágio de civilização e no auge do desenvolvimento cultural humano. Por isto, é um problema da nossa civilização e da nossa sociedade. (Zygmunt Baumann).
Embora a História se repita, nunca é da mesma maneira. Dificilmente veremos uma situação idêntica à da Alemanha nazista. Mas não estamos livres da estruturação do Nazismo em partidos políticos, como os do austríaco Jorg Haider e do francês Jean-Marie Le Pen, que camuflam sua ideologia com discursos ultracatólicos. (Pilar Rahola).
Na cultura esotérica, existe uma diferença fundamental entre 'iniciação' e 'contra-iniciação'. A 'iniciação' – a maçônica, para dar um exemplo claro – seria positiva. A 'contra-iniciação', por sua vez, teria algo de diabólico. E Churchill ficou sabendo que Hitler era um 'contra-iniciado'. Churchill, portanto, estando a par do precedente 'esotérico-diabólico' da 'contra-iniciação' de Hitler, temia que, por trás dos objetivos negociáveis (mão livre na Europa e no Leste da Alemanha e garantia de continuidade do Império inglês), que provavelmente ele poderia aceitar, houvesse objetivos não negociáveis: o império do mal. Hitler não queria apenas um império de tipo geopolítico. Queria um império sobre as consciências, baseado em uma série de valores que até o conservador anticomunista Churchill via como negativos e inegociáveis. O fato é que a profecia de Hitler sobre o fim do império britânico substancialmente se realizou. Hitler profetizou que Churchill destruiria o império inglês e entregaria o cetro imperial aos Estados Unidos. (Giorgio Galli).
Por mais de doze anos – doze dos melhores anos de nossa maturidade – vivemos entre o povo alemão, cumprindo os deveres de ofício a nós confiados. Durante esse tempo, na atmosfera de liberdade que as condições políticas e sociais do tempo permitiam, trabalhamos pela consolidação do 'status' da Igreja Católica na Alemanha. Tivemos, então, a ocasião de conhecer as grandes qualidade do povo e estivemos pessoalmente em contato próximo com seus homens mais representativos. Por esta razão, acalentamos a esperança de que possa se erguer à nova dignidade e à nova vida quando finalmente tiver enterrado o espectro satânico levantado pelo Nacional Socialismo e os culpados (como já tivemos noutros tempos a ocasião de expor) tiverem expiado os crimes que cometeram. (Papa Pio XII).
Não é que a Igreja, por sua parte, tivesse quaisquer ilusões, construídas em excessivo otimismo ou que, em concluir a Concordata, tivesse a intenção de dar qualquer tipo de aprovação aos ensinamentos ou tendências do Nacional Socialismo; isto foi expressamente declarado e explicado na ocasião [Cf. L’Osservatore Romano, nº 174, 2 de julho de 1933]. Deve, entretanto, ser reconhecido que a Concordata, nos anos que seguiram, trouxe algumas vantagens ou, ao menos, preveniu maiores males. (Papa Pio XII).
Como um chamado de clarim que toca o alarme, o documento Papal com seus vigorosos termos – muito vigorosos e meditados – alarmaram as mentes e os corações dos homens. Muitos – mesmo além das fronteiras da Alemanha – que até então tinham cerrado seus olhos à incompatibilidade do posicionamento do Nacional Socialismo com os ensinamentos de Cristo, tiveram de reconhecer e confessar seus erros. Muitos, mas não todos! Alguns, mesmo entre os próprios fiéis, estavam demasiado cegos por seus preconceitos ou fascinados pelas vantagens políticas. (Papa Pio XII).
Fragmentos do Livro Mein Kampf
Dentro de pouco tempo, eu tinha me transformado em um fanático Nacional-Alemão, designação que, de nenhuma maneira, é idêntica à concepção do atual partido com esse nome. Essa evolução fez em mim progressos muito rápidos, tanto que, aos quinze anos, já tinha chegado a compreender a diferença entre patriotismo dinástico e nacionalismo racista. O último conhecia eu, então, muito mais. (Na Casa Paterna).
Aprender história quer dizer procurar e encontrar as forças que conduzem às causas das ações que vemos como acontecimentos históricos. A arte da leitura como da instrução consiste nisto: conservar o essencial, esquecer o dispensável. (Na Casa Paterna).
Enquanto a necessidade me oprimia e ameaçava aniquilar-me, crescia a vontade de lutar. E, finalmente, foi vitoriosa a vontade. Agradeço àqueles tempos: o ter-me tornado forte e poder sê-lo ainda. E ainda mais, agradeço o ter-me livrado do tédio da vida fácil e ter-me tirado do conforto despreocupado do lar, para dar-me o sofrimento como substituto de minha mãe e lançar-me na luta de um mundo de misérias e de pobreza, que aprendi a conhecer e pelo qual mais tarde deveria lutar. Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: Marxismo e Judaísmo. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Faço diferença entre a sabedoria da velhice, que vale pela sua maior profundidade e prudência, resultantes da experiência de uma longa vida, e a genialidade da juventude que, em inesgotável proliferação, cria pensamentos e idéias sem poder logo elaborá-las definitivamente, em conseqüência do tumulto em que elas se sucedem. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
O 'parvenu'3 é o que, por sua própria força de vontade, passa, na luta pela vida, de uma posição social a outra mais elevada. Essa luta, as mais das vezes áspera, mata a compaixão no coração humano e estanca a simpatia pelos sofrimentos dos que ficam atrás. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Quando um tempo vier não mais empanado pela sombra da consciência da própria culpabilidade, a conservação de si mesmo criará a tranqüilidade íntima, a força exterior, brutal e sem considerações, para matar os maus rebentos da erva ruim. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
A burguesia vê, como no teatro e no cinema, no lixo da literatura e na torpeza da imprensa, dia-a-dia, o veneno se derramar sobre o povo, em grandes quantidades, e admira-se ainda do precário 'valor moral', da 'indiferença nacional' da massa desse povo, como se a sujeira da imprensa e do cinema e coisas semelhantes pudessem fornecer base para o conhecimento das grandezas da Pátria, abstraindo-se mesmo a educação individual anterior. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Só se pode lutar pelo que se ama, só se pode amar o que se respeita e só se pode respeitar o que pelo menos se conhece. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Quem nada entende de política perde o direito a qualquer critica, a qualquer reivindicação. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Assim como as mulheres, cuja receptividade mental é determinada menos por motivos de ordem abstrata do que por uma indefinível necessidade sentimental de uma força que as complete e, que, por isso preferem se curvar aos fortes a dominar os fracos, assim também as massas gostam mais dos que mandam do que dos que pedem e sentem-se mais satisfeitas com uma doutrina que não tolera nenhuma outra do que com a tolerante largueza do Liberalismo. Elas não sabem o que fazer da liberdade e, por isso, facilmente se sentem abandonadas. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Se uma doutrina que encerrasse mais inveridicidade ao lado de idêntica brutalidade na propaganda, fosse oposta à socialdemocracia, triunfaria, do mesmo modo, por mais áspera que fosse a luta. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Só dos meus quatorze para os quinze anos me deparei freqüentemente com a palavra judeu, ligada, em parte, a conversas sobre assuntos políticos. Sentia contra isso uma ligeira repulsa e não podia evitar essa impressão desagradável que, aliás, sempre se apoderava de mim quando discussões religiosas se travavam na minha presença. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
De mais a mais, essa pureza moral ou de qualquer outra natureza era uma questão discutível. Que eles [os judeus] não eram amantes de banhos podia-se assegurar pela simples aparência. Infelizmente, não raro se chegava a essa conclusão até de olhos fechados, Muitas vezes, posteriormente, senti náuseas ante o odor desses indivíduos vestidos de 'caftan'. A isso, se acrescentem as roupas sujas e a aparência acovardada, e tem-se o retrato fiel da raça. Tudo isso não era de molde a atrair simpatia. Quando, porém, ao lado dessa imundície física, se descobrissem as nódoas morais, maior seria a repugnância. Nada se afirmou em mim tão depressa como a compreensão, cada vez mais completa, da maneira de agir dos judeus em determinados assuntos. Poderia haver uma sujidade, uma impudência de qualquer natureza na vida cultural da nação, em que, pelo menos um judeu, não estivesse envolvido? Quem, cautelosamente, abrisse o tumor haveria de encontrar, protegido contra as surpresas da luz, algum judeuzinho. Isso é tão fatal como a existência de vermes nos corpos putrefatos. O Judaísmo provocou em mim forte repulsa quando consegui conhecer suas atividades na imprensa, na arte, na literatura e no teatro. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Para minha satisfação íntima, convenci-me de que o judeu não era alemão. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Quanto mais eu contendia com eles [os judeus], melhor aprendia a sua dialética. Partiam eles da crença na estupidez dos seus adversários, e quando isso não dava resultado fingiam-se eles mesmos de estúpidos. Se falhavam esses recursos, eles se recusavam a entender o que se lhes dizia e, de repente, pulavam para outro assunto, saíam-se com verdadeiros truísmos que, uma vez aceitos, tratavam de aplicar em casos inteiramente diferentes. Então, quando, de novo, eram apanhados no próprio terreno que lhes era familiar, fingiam fraqueza e alegavam não possuir conhecimentos precisos... Gradualmente comecei a odiá-los... Foi por esse tempo que se operou em mim a maior modificação de idéias que devia experimentar. De inoperante cidadão do mundo passei a ser um fanático anti-semita. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Se o judeu, com o auxílio do seu credo marxista, conquistar as nações do mundo, a sua coroa de vitórias será a coroa mortuária da raça humana e, então, o Planeta vazio de homens, mais uma vez, como há milhões de anos, errará pelo éter. A Natureza sempre se vinga inexoravelmente de todas as usurpações contra o seu domínio. Por isso, acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o Judaísmo, estou realizando a obra de Deus. (Anos de Aprendizado e de Sofrimento em Viena).
Ninguém morre por aquilo em que não crê. (Reflexões Gerais Sobre a Política da Época de Minha Estada em Viena).
Alemãs, finalmente, eram a arte e a ciência. Abstração feita do "kitsch", que é o novo processo na Arte, cuja produção podia ser sem dúvida também de um povo de negros, era só o alemão o possuidor e vulgarizador do verdadeiro sentimento artístico. (Reflexões Gerais Sobre a Política da Época de Minha Estada em Viena).
Era necessário estudar esse vergonhoso método judeu de, como por encanto, atacar de todos os lados e lançar lama, sob a forma de calúnia e difamação, sobre a roupa limpa de homens honrados, para aquilatar, em seu justo valor, todo o perigo desses patifes da imprensa. (Reflexões Gerais Sobre a Política da Época de Minha Estada em Viena).
Odiava o conglomerado de raças, checos, polacos, húngaros, rutenos, sérvios, croatas, etc. e acima de tudo aquela excrescência desses cogumelos presentes em toda parte – judeus e mais judeus. (Reflexões Gerais Sobre a Política da Época de Minha Estada em Viena).
O meu coração sempre pulsara, não por uma monarquia austríaca e sim por um Império Alemão... Só aquele que sente dentro de si o que significa ser alemão sem poder pertencer à pátria querida é que poderá medir a profunda ânsia que em todos os tempos atormenta aqueles que dela se acham possuídos e nega-lhes satisfação e felicidade, até que se lhe abram as portas da casa paterna e no 'Reich' comum o sangue comum torne a encontrar paz e sossego.