Tenhamos
sempre em mente que fazer um diagrama, um desenho [e
também as animações didáticas que costumo incluir
nos textos] que, simbólica e corretamente, representem
Leis Cósmicas e verdades mentais abstratas
são impossibilidades, porque as representações
diagramáticas de um aspecto metafísico poderão realmente
contradizer outro. [Uma imagem,
um diagrama ou uma animação, ainda que possam ajudar no entendimento
de um conceito ocultista ou de uma Lei Universal, jamais representarão
a coisa como efetivamente ela é. Isto é simples de compreender:
eventos que ocorram em dimensões superiores à 3ª Dimensão
não podem ser concertadamente pintados ou desenhados na 3ª Dimensão.
Por isto, todas as verdades são relativas e atualizáveis,
todas as sínteses são temporárias e atualizáveis,
todas as compreensões são incompletas e atualizáveis.]
Com isto em mente,
reflita sobre o que segue: há Três Grandes Centros no corpo
humano. O Centro Superior (ou Centro Espiritual –
Centro Cardíaco
ou Anahata)
está no meio do outros dois, e seu análogo no corpo físico
é o coração
–
o órgão mais espiritual e mais misterioso do corpo humano.
O Segundo Centro (ou vínculo entre o mundo superior e o mundo
inferior –
Centro
Coronário ou
Sahashara)
se localiza na posição de máxima dignidade física,
e seu análogo no corpo físico é o cérebro.
O Terceiro Centro (o inferior –
Centro
Sexual ou
Swadhisthana) está,
por assim dizer, situado na posição de menor dignidade, mas,
de maior importância física, e seu análogo no corpo
físico é o sistema reprodutor. Desta forma,
o coração é, simbolicamente, a Fonte da Vida; o cérebro
é o elo que, através da inteligência racional, une a
Vida com a forma; e o sistema reprodutor (0u criador infernal) é
a fonte de energia, graças à qual os organismos físicos
são produzidos. Os ideais e as aspirações de cada pessoa
dependem, em grande parte, de qual desses Três Centros de Poder predomine,
quanto ao alcance deliberado e à atividade da expressão intencional.
Nos materialistas, o Centro que prepondera ou que tem mais influência
é o inferior; nos intelectuais, é o superior; e nos Discípulos
e Iniciados, é o médio, banhando os dois extremos com uma
torrente de resplendor espiritual e controlando equilibradamente tanto a
mente como o corpo. [Compreenda
que tudo isto, digamos assim, tem uma
importância relativa e temporânea, pois, a meta é o alinhamento
de todos os Centros, que, propriamente, não se localizam no corpo
físico, como a imagem abaixo parece mostrar.] Como
conseqüência de tudo isto, o símbolo mais comum da natureza
espiritual é um coração; da capacidade intelectual
é um olho aberto, que representa a glândula pineal 0u o olho
ciclópico, que é o Janus de duas faces dos Mistérios
Pagãos; e do sistema reprodutor é uma flor, um bastão,
um copo ou uma mão. [In:
Os Ensinamentos Secretos
de Todos os Tempos, de autoria de Manly Palmer Hall.]
Centros
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que tudo havia sido criado por Deus.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que xonguinhas é obra de nenhum Deus.
Criação
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que tudo havia sido criado do nada.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, no Universo, não existe o nada.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que, no começo, houve um baita Big
Bang.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, nunca houve nem haverá um Big
Bang.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que, no final, haverá um baita Big
Crunch.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, nunca houve nem haverá um Big
Crunch,
(nem
Big Freeze, nem
Big Rip, nem morte térmica
do Universo.)
Animação
de uma Galáxia Sujeita a um Big
Rip (Grande Ruptura)
(Se eu vier a saber
que haverá um Big
Rip, me mandarei para Saramandaia!)
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o Sistema Solar era Geocêntrico.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que o Sistema Solar é Heliocêntrico.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o paraíso era o limite.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que o limite não tem limite.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o inferno era quente.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que o inferno é inexistente.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o céu ficava à direita e o inferno à esquerda.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há essas coisas de direita e de esquerda.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que Deus vivia sentado em um trono de ouro.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há essa besteira de trono de ouro.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a excomunhão era possível.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que excomunhão é impossível.
Símbolo
da Excomunhão
(In: Dogma
e Ritual de Alta Magia, Éliphas Lévi)
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o arrebatamento era factível.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que arrebatamento é infactível.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o celibato era profícuo e nobre.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que o celibato é inútil e faz ficar pobre.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o eremitismo purificava a consciência.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que o eremitismo desconvém à Existência.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a autoflagelação purgava a mufa.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que autoflagelação só faz gerar bufa.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que quem requesta consegue um milagre.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, no Cosmos, não pode haver milagre.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que Santo António arrumava casamento.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que acreditar nisto é um alienamento.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que borboleta poderia se casar com minhoca.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não existem nem minholeta nem borbonhoca.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o Boi Xavante tinha uma piroga de cristal.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que o Boi Xavante nunca teve piroga de cristal,
(pois, era mais duro do que o Instituto Nacional do Seguro
Social.)
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a perereca da vizinha estava presa na gaiola.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que anfíbio anuro arborícola não vive em gaiola.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o marido da mula-de-padre era o saci-pererê.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há por aí mula-de-padre nem saci-pererê.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que aborígine e índio eram seres inferiores.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não existem seres inferiores nem superiores.
Aborígine
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a vivissecção era uma necessidade científica.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que a vivissecção é uma crueldade científica.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a pena capital era essencial e legítima.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que a pena capital é inessencial e ilegítima.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o Comunismo era a única solução.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que só in
Corde encontraremos
a Solução.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que Tomás de Torquemada havia sido um abençoado.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que Tomás de Torquemada foi um amaldiçoado.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a Endlösung
der Judenfrage
foi uma boa limpeza.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que a Endlösung
der Judenfrage
foi uma crueldeza.1
Crueldeza
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que os padres eram intermediários.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não existem intermediários.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que era necessário ajoelhar e dizimar.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que é preciso Entender para se Libertar.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o Papa, ao deliberar ex
cathedra,
era infalível.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, no Unimultiverso, não há um só ente infalível.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que, no Gólgotha,
Jesus
havia sido abandonado.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, no Gólgotha,
Jesus
foi, sim, Glorificado.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que só eram bem-aventurados os pobres de espírito.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, bem-aventurados são os que buscam o Espírito.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que existiam escolhidos a
priori.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há nem a
priori nem
a posteriori.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que o Svmmvm
Bonvm ficava
em cima.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há nem embaixo nem em cima.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que os pecados poderiam ser perdoados.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há perdão, indulto, nem pecados.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que, para os bons, haveria salvação.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que não há salvação nem condenação.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que eu tinha que achar o Santo Graal.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que em nosso Anahata
está o Santo Graal.
The Damsel of the Sanct Grael
(Por Dante Gabriel Rossetti)
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a 1ª Iniciação era a Primeira.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que 3ª Iniciação, sim, é a Primeira.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que a 2ª Iniciação era a Segunda.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que 4ª Iniciação, sim, é a Segunda.
—
Eu achava, porque era muito ignorante,
que se Roma
locuta est, causa finita est.
Hoje, sei, pois, sou menos ignorante,
que, in
potentia,
Homo
Deus est.
—
Ego locutus sum,
causa finita est!
_____
Nota:
1. Crueldeza
= Crueldade + Torpeza.
Música
de fundo:
Chevaliers
de Sangreal
Composição: Hans Zimmer
Fonte:
https://archive.org/details/Cremaine_Booker-That_Cello_Guy-
Chevaliers_de_Sangreal_The_Da_Vinci_Code-Hans_Zimmer-cover
Páginas
da Internet consultadas:
https://giphy.com/explore/fart
http://www.clubedotaro.com.br/site/h22_4_Eliphas_Levi.asp
https://www.deviantart.com/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Graal#Bibliografia
https://it.wiktionary.org/wiki/eremita
https://br.pinterest.com/pin/596656650609860191/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Rip
https://uxdesign.cc/
http://opiniaoenoticia.com.br/
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